Numa agenda paralela à conferência “Portugal em Fibra óptica”, a DST assinou um protocolo como governo português comprometendo-se a um investimento de 400 milhões de euros na implantação de Redes de Nova Geração. Os planos englobam a instalação de uma infra-estrutura em fibra óptica em 50 municípios, que depois poderá ser alugada a operadores de telecomunicações. O protocolo assinado permite à DST integrar, como operador de operadores, o clube das empresas que se comprometeram com o governo (em protocolo assinado no início do ano) a investir em redes de nova geração.
O CEO do grupo DST, José Teixeira, espera que o negócio da infra-estrutura de telecomunicações represente mais de 50% da facturação da empresa, em cinco anos. No último exercício fiscal, a empresa teve um volume de negócios de 150 milhões de euros, prevendo facturar 250 milhões em 2009.Nos planos do executivo está a intenção de cobrar entre 35 a 40% das receitas obtidas pelos operadores, na utilização da rede implementada. Nessa linha, o responsável prevê que o retorno de investimento se concretize em 12 anos.
Através da DSTelecom, empresa constituída em 2008, o grupo já investiu 20 milhões de euros numa parceria peublioco privada para implantar rede fibra óptica em 11 municípios do Vale do Minho e Vale do Lima. A mesma empresa é adjudicatária da construção e exploração de uma rede de nova geração para servir 99% dos edifícios do Porto. Segundo o responsável da empresa, o investimento atingirá os 81 milhões, nos próximos cinco anos. No âmbito do protocolo assinado, em 2009, a empresa tenciona investir mais de 18 milhões de euros em 12 municípios. Os planos de investimento consideram projectos já em execução e a concurso. Os dois em execução referem-se ao implantação no Alto Minho – 6,796 milhões de euros – e no Porto – 12,150 milhões de euros. Nas zonas já fornecidas com a estrutura nuclear da rede, em tecnologia Carrier Ethernet, está a iniciar-se a implementação da fibra até aos edifícios com tecnologia GPON.
Em concurso estão os projectos NetDouro – 7,159 milhões de euros – e o Vale do Douro Sul – 800, 6 milhões de euros. Se estes dois programas avançarem a empresa deverá investir, durante 2009, cerca de 26,906 milhões de euros.










