A Cisco apresentou o seu Unified Computing System dispositivo de servidores blade que tenta conjugar tecnologias de computação, de virtualização e de redes. As primeiras máquinas lançadas sob uma nova arquitectura chamam-se UCS B-Series.
Na visão de Gert Funke, especialista de vendas de centros de dados da Cisco, o fabricante lançou a base para a sua estratégia de cloud computing. Os servidores blade UCS B-Series virão equipados com os processadores Xeon de última geração, actualmente denominados Nehalem, pela HP. O factor de diferenciação com que o fabricante procura convencer o mercado baseia-se na arquitectura do sistema que inclui numa rede de 10 Gigabytes sem perdas, computação, tecnologia de redes, e acesso a armazenamento em Fibre Channel sobre IP e tecnologia de virtualização. O sistema tinha o nome código Califórnia e é aposta do fabricante para os chamados centros de dados de nova geração. A Cisco entra assim no mercado de servidores onde vai concorrer com parceiros de há muito tempo, como a HP e a IBM.
Uma das características mais promovidas pelo fabricante é uma tecnologia capaz de optimizar memória e oferecer maior capacidade em termos de endereçamento – o que pode trazer vantagens aos centros de dados que alojam aplicações com necessidades de de espaço para grandes volumes de dados.
A plataforma UCS tem uma componente de software a qual recebeu o contributo da Microsoft, da VWare e da BMC, muito importante para as capacidades de gestão de recursos desenvolvidas (baseado no Blade Logic). Os UCS-B virão equipados com o Windows Server 2003 e 2008, com tecnologia do Hypervisor-V e SQL Server 2008..
A parceria com a Red Hat permitirá que os novos servidores suportem o Red Hat Enterprise Linux e além disso, o portefólio de software de virtualização. Tal como a HP e a IBM, a Cisco está a tornar-se um parceiro OEM para os fornecedores de sistemas operativos.
Como parceiros de canal em Portugal, por enquanto a Cisco só terá a Unysis. Mas de acordo com Gert Funke há um grupo de cinco parceiros em Portugal já bem preparados para poderem formar-se como parceiros certificados para fornecer os dispositivos.
Muitas empresas já conseguiram tirar benefícios da primeira fase da virtualização, ao consolidarem os seus centros de dados , para obterem economias de escala e uma gestão mais fácil. Contudo tem sido difícil atingir uma virtualização total, na qual as máquinas virtuais podem ser continuamente entre servidores físicos, segundo vários analistas. Isto poderia permitir maior capacidade de computação à medida que a procura de aplicações cresce.
Tanto os fabricantes de servidores como os de software, ou de tecnologia de armazenamento podem ter um papel na gestão de recursos em centros de dados virtualizados. A Cisco considera que a melhor plataforma para resolver estes problemas é a rede, porque é o único elemento da infra-estrutura que se liga a tudo.
Tanto a IBM como a HP também reconhecem a importância das redes no controlo dos centros de dados. A primeira empresa está a desenvolver uma parceria com a Juniper, chamada Stratus. A HP tem a sua unidade de tecnologias de rede, e tem planos para unificar cada vez mais o universo da computação com o das redes.
Características
Os B_series consolidam os acessos aos dispositivos de armazenamento em disco, via storage area network (SAN) e/ou network attached storage (NAS). Suportam a tecnologia Unified Fabric benficiando de tecnologia de acesso a dados sobre Ethernet (IP), Fibre Channel (FC), Fibre Channel over Ethernet (FCoE) ou iSCSI, propiciando aos clientes opções e protecção de investimento.
Um dos factores mais promovidos pelo fabricante a definirem perfis de serviços aplicacionais facilitando a automatização do aprovisionamento das aplicações. Na consola de gestão UCS Manager todas as componentes acabam por ser geridas como se fossem apenas uma entidade.










