O grupo DST vai construir, nos próximos cinco anos, uma rede de fibra óptica com extensão superior a mil quilómetros, constituindo assim uma Rede de Nova Geração (RNG) que vai servir toda a população da cidade do Porto. Serão abrangidos mais de 360 mil utilizadores e a empresa deverá investir um total de 80 milhões de euros.
“No fundo, vimos aqui uma oportunidade para investir, juntando quatro empresas do grupo – DST SGPS, DST S.A., DSTELECOM e DTE, para a construção da infra-estrutura física da rede (que será a maior em fibra até ao consumidor final da Europa), sendo esta posteriormente aberta a todos os operadores de telecomunicações que pretendam oferecer serviços de Nova Geração no município”, destaca José Teixeira, CEO do Grupo DST.
A iniciativa resulta de uma parceria entre o Grupo DST e a Associação Porto Digital, onde se integram, para além de outras entidades, o Município do Porto, a Universidade do Porto e a Associação Empresarial de Portugal.
Será, assim, constituída uma nova empresa – a Porto Digital, Operador Neutro de Telecomunicações, S.A., – que se dedicará exclusivamente à construção e exploração, em modelo aberto, da rede de fibra óptica na Cidade do Porto.
“O projecto é diferenciador pois direcciona o seu esforço inicial para uma forte componente social, através da infra-estruturação global dos bairros sociais requalificados, que poderão assim passar a receber gratuitamente o sinal dos 4 canais generalistas, estando esta intervenção alinhada com requalificações futuras a ocorrer na cidade”, refere Vladimiro Feliz, presidente do CA da Porto Digital e vereador com o Pelouro da Inovação da Câmara Municipal do Porto.
O responsável explica ainda o objectivo de colocar a cidade na vanguarda em termos de competividade territorial à escala global, frisando que a segunda fase do projecto será concluída até ao final do primeiro semestre de 2010 e contemplará todas as escolas do ensino público e privado da Cidade do Porto.
Para o Grupo DST, este poderá não ser um caso isolado, uma vez que estão em marcha negociações para transpor o mesmo modelo de negócio, assente no aproveitamento das diferentes áreas de actividade do grupo, para outras cidades do país.
“Acreditamos que a grande diferença destas redes, na perspectiva do utilizador, é a independência face ao proprietário da infra-estrutura, uma vez que lhe é permitido escolher, entre os operadores, aquele com melhor preço, acabando-se deste modo com qualquer forma de monopólio e apostando na protecção do consumidor”, conclui José Teixeira.
Recorde-se que a DSTELECOM, empresa constituída em 2008, já constituiu uma parceria público-privada com onze municípios do Vale do Minho e do Vale do Lima também para a construção de redes de telecomunicações de Nova Geração.










