Um estudo recente da In-Stat – Green Networking Equipment: Who Leads and Who Lags – evidencia que a relação entre o desempenho e a energia eléctrica dos switches de 24 e 48 portas pode variar cerca de 600 por cento.O intervalo medido em gigabits por segundo e por watt varia entre 0,5 Gbps/Watt e mais de 3 Gbps/Watt.
As conclusões do estudo da In-Stat revelam a 3Com, SMC Networks, Netgear, H-3C e D-Link foram os switches de 24 portas com melhor desempenho nesta análise, enquanto que nos switches de 48 portas, a 3Com, a Force10, a Netgear, a Extreme networks e a SMC Networks são aquelas que possuem melhor desempenho.
Enquanto que a Foundry Networks e a Cisco Systems aparecem nas últimas posições nos equipamwntos de 24 portas, a Hewlett-Packard e a Cisco Systems partilham as últimas posições nos switches de 48 portas. O equipamento de 24 portas mais eficiente foi o da 3Com com umn resultado de 3 Gbps/Watt, enquanto que o menos eficiente foi o da Foundry Networks com 0,5 Gbps/Watt.
A análise da In-Stat contemplou equipamentos de 24 e 48 portas da 3Com, da Allied Telesis, da Cisco Systems, da D-Link, da Enterasys Networks, da Extreme Networks, da Foundry Networks, da Force10, da H3C, da Hewlett-Packard, da NetGear, da Nortel e da SMC Networks.
O estudo da In-Stat evidencia ainda que a eficiência energética cai à medida que o número de portas aumenta. Por outro lado, e ainda de acordo com as conclusões do estudo, a eficiência energética não é muito variável entre modelos de baixa e alta gama do mesmo fabricante. Mais importante é quem fabrica o equipamento. “A In-Stat determinou que mesmo entre switches semelhantes com capacidade de desempenhar tarefas idênticas, existem diferenças específicas na eficiênca energética”, referem os responsáveis pela condução do estudo.
A IEEE tem vindo a desenvolver esforços para melhorar a eficiência energética dos equipamentos de rede, mas estes esforços não deverão dar resultados a curto prazo, refere David Law, presidente do comité IEEE 802.3.
Um grupo de trabalho sobre eficiência energética em equipamentos Ethernet tem vindo a considerar normas que possibilitem determinar quando uma ligação está inactiva e colocá-la num estado de baixo consumo – apenas o suficiente para manter a ligação e activá-la quando o tráfego necessitar, refere David Law.
A chave é desenvolver normas para que os equipamentos fabricados por diferentes fabricantes possam incluir funcionalidades de resposta à procura de energia. As reduções de energia serão ainda aplicadas a outros equipamentos como as estações de trabalho e os servidores.










