O presidente da Comissão Europeia, José Barroso, Ângela Merkel e Nicolas Sarkozy salientaram durante a Cebit, em Hannover, uma série de medidas que a União Europeia irá tomar durante este ano para ajudar as PME. As medidas, apesar de estarem mais relacionadas com a economia do que com as TI, mencionam o papel das TI na criação de políticas e no progresso económico.
As PME são uma das bases de economias europeias como a alemã, e cada vez mais são alvo de campanhas de grandes fabricantes de software – como a SAP, por exemplo. Uma das medidas em agenda na UE é ajudar as PME a criarem “clusters”, o que se pode tornar mais fácil se elas tiverem ao seu dispor melhor software de comunicação.
O reforço da livre circulação de conhecimento dentro do mercado único europeu também será uma prioridade, segundo Barroso. Nessa área, será encorajada a mobilidade de investigadores entre universidades, na sequência das reformas académicas que têm sido feitas. Também serão feitos progressos relativamente aos direitos sobre propriedade intelectual – no entanto, o presidente da comissão não explicou como esta medida poderá ajudar à livre circulação do conhecimento.
Ângela Merkel, chanceler alemã, também referiu os direitos de propriedade intelectual no contexto da parceria transatlântica com os Estados Unidos. Na opinião da chanceler, isto deverá assegurar condições mais justas para os negócios de ambas as partes. À medida que os cidadãos recorrem cada vez mais aos computadores para obterem informação, Merkel interroga-se sobre como poderá “influenciar eleitores que ainda não decidiram em quem votar se eles apenas utilizam os computadores para se informarem”. No entanto, considera que a informação a que as TI dão acesso são uma ajuda para a democracia, uma vez que “as ditaduras ganham uma desvantagem estrutural com tanta liberdade de comunicação”. A chanceler alemã referiu o sucesso de alguns projectos da Alemanha para dar aos cidadãos acesso a informação governamental. Sarkozy acrescentou que, devido ao governo francês ser mais centralizado, torna-se ainda mais fácil implementar projectos desta natureza. No entanto, o presidente francês mostrou-se mais preocupado em dar aos cidadãos os meios necessários para aceder à informação do que ser o estado a fornecê-la. “Quero que 70% dos lares franceses tenham um computador, e que 100%










