Dois terços dos CIO não têm uma estratégia para a mobilidade na empresa. E aqueles que têm essa estratégia não obtêm da indústria exactamente aquilo de que necessitam. Estas conclusões são de Rakesh Mahajan, director global de mobilidade da BT Global Services, a partir de um estudo realizado a executivos europeus e americanos. Mahajan foi mesmo mais longe, ao afirmar no NetEvents que “a indústria está preocupada com as coisas mais simples, e falha assim as grandes oportunidades”.
Na sua apresentação sobre mobilidade empresarial no evento realizado em Barcelona, Rakesh Mahajan começa por explicar que para as empresas a noção de mobilidade não se limita às comunicações móveis. Se estas, no limite, consistem em simples transmissão de voz, por GSM, o conceito de mobilidade empresarial é muito mais complexo, possibilitando tempos de resposta mais rápidos, maior flexibilidade, melhor qualidade de trabalho e, em última análise, maior produtividade. Existem, porém, algumas preocupações – nomeadamente no que concerne à segurança, aos acessos remotos e aos contratos internacionais. Na opinião de Rakesh Mahajan, os fabricantes não estão a dar resposta às necessidades de mobilidade empresarial, mas as próprias empresas não sabem ao certo aquilo que querem. “Não é um panorama positivo”, afirma. E neste panorama, a indústria está a perder a grande oportunidade que as aplicações, os serviços e a criação de valor estão a oferecer. Os clientes estão a comprar produtos, pelo que talvez interesse perguntar porque o fazem. “Não é por quererem coisas mais baratas, mas sim porque pretendem melhorar os seus negócios”, considera Mahajan.
A mobilidade empresarial, com a integração de comunicações móveis e fixas juntamente com serviços, não é um processo fácil. “Mas é de onde o crescimento para a indústria irá surgir”, considera Mahajan. “É um processo difícil, e por isso não foi ainda devidamente implementado. Mas terá de ser, porque a curto prazo não será possível dar continuidade ao crescimento apenas por fornecer dispositivos”. Para Mahajan, é necessário compreender os clientes, e a indústria não se tem centrado neles.
Convergência impulsiona produtividade
Mahajan explica que a convergência entre tecnologias de comunicação móveis e fixas não se deve centrar nos preços, mas no aumento de produtividade que oferecem. “Adaptar um telefone “dual mode” com Wi-Fi na rede empresarial, ligando-o aos vários pontos da empresa e a um IP-PBX poderá ser um caminho”, indica. Desta forma, estariam criadas as condições para os utilizadores acederem facilmente a informação e saberem se os colegas de trabalho estão disponíveis.










