Os centros de dados são responsáveis por 23% do total dióxido de carbono emitido pelas tecnologais de informação e comunicações (TIC). A Gartner assegura ainda que a indústria de TIC produz 2% do total de emissões mundiais.
“Muita atenção é dada ao facto de computadores e monitores emitirem 40% do total de dióxido de carbono emitido pelas TIC, no entanto não tem sido dada a relevância merecida à contribuição dos centros de dados”, referiu Rakesh Kumar, vice-presidente da Gartner. Acrescentou ainda que as empresas deveriam ter a preocupação de aumentar a eficiência energética dos seus centros de dados e trabalhar para manterem as suas emissões de dióxido de carbono constantes. Deste modo, considera que é possível evitar um crescimento desmedido dos centros de dados e ainda contrabalançar com a possível existência de hardware energeticamente ineficiente.
O estudo da Gartner permitiu determinar as razões pelas quais os centros de dados possuem este peso na emissão de CO2: falta de espaço; dificuldade de adquirir servidores de alta densidade, aumento do consumo de energia e geração de calor. Estes factores terão repercussões no custo de colocar a funcionar um centro de dados.
A maior parte das empresas aumentou a sua infra-estrutura nos centros de dados (servidores, armazenamento e redes) consideravelmente nos últimos três anos. Os centros de dados tradicionais não estão preparados para receber servidores de alta densidade. Adicionalmente, os servidores a serem desenvolvidos irão precisar de mais energia e irão gerar mais calor, o que significa que os sistemas de arrefecimento terão de consumir mais energia.
A utilização eficiente de energia está associada a investimentos avultados. Tendo em conta que de acordo com uma pesquisa realizada pelo Uptima Institute, os centros de dados são responsáveis por 5 a 15% dos orçamentos para os departamentos de TI, e o crescimento das despesas não é bem-vindo. A Digital Realty Trust garante que é possível poupar 10 a 15% de energia gastos adicionais. Para isso é preciso: dispor os equipamentos de modo a facilitar a circulação do ar, de acordo com as suas configurações prévias, maximizando a circulação de ar nas alas quentes e frias e posicionar os ‘racks’ perpendicularmente ao ar condicionado para assegurar a não obstrução de ar quente. É essencial também que se estabeleçam pontos certos para a configuração da temperatura e humidade no centro de dados. “A maior parte das pessoas têm a percepção de que os centro de dados têm de estar frios, no entanto na realidade devem estar ligeiramente quentes e ligeiramente húmidos”, disse Jim Smith, vice-presidente de engenharia da Digital Realty Trust. A colocação de sensores de temperatura nos equipamentos e a realização de testes ajudam a determinar os níveis ideais de temperatura e humidade. É ainda necessário, recomenda a empresa, colocar o ar condicionado nos locais onde é mais necessário. Digital Realty Trust recomenda ainda a perfuração das placas apenas nas alas de ar frio. Por último, a empresa aconselha de placas de extinção de freixos. Se existe uma ala quente e uma ala fria e ocorre uma mudança de equipamento, poderá ser necessário deixar buracos nos racks que deixem o ar quente da ala quente entrar na ala de ar frio.
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