CSC quer duplicar facturação em dois anos

24 de Julho de 2007 às 17:12:40 por João Nóbrega

A empresa teve, em 2006, um volume de negócios próximo dos 12 milhões de euros, e o novo presidente a para a região Sul da Europa, Claude Czechowski estuda a implantação de um centro de competências em tecnologia SAP.

A CSC tem um novo presidente para a região Sul da Europa: Claude Czechowski. Em 2006, o mercado português valeu à empresa uma facturação de cerca de 12 milhões de euros, de acordo com o executivo. Ao fim dos próximos dois anos, o responsável pretende que esse volume de negócios tenha duplicado. Uma das principais “alavancas” para esse crescimento será o alargamento do leque de serviços disponibilizado ao mercado português. Além disso, está em estudo a implantação de um centro de competência em projectos SAP. A decisão será tomada dentro de seis a nove meses diz o responsável.


 



Perto de 90% da facturação da empresa, realizada em 2006, é relativa à prestação de serviços, enquanto 10% é o que representam as vendas de novas licenças. Para sustentar a duplicação da facturação o novo presidentepretende duplicar o número de recursos humanos, no período de dois anos. “Podemos trazer para  Portugal um centro de competências em SAP com 200 pessoas. Hoje a CSC tem perto de 70 colaboradores dedicados ao negócio em serviços SAP.“ A empresa já tem nas Astúrias um centro de competências, dedicado a serviços financeiros, não havendo assim o risco de sobreposição de ofertas. O centro de competências funcionaria segundo a metodologia CatalystSM. Trata-se da base para a prestação de serviços e implementação de soluções da CSC. Incorpora o conhecimento e as melhores práticas da empresa procurando oferecer uma infra-estrutura para acrescentar valor aos projectos dos clientes. Os recursos humanos seriam críticos porque 50% dos clientes seriam locais enquanto os outros seriam funcionariam num processo de off-shoring.


 


Sem esquecer os serviços financeiros


 


“Gozamos de uma boa posição nos serviços financeiros”, considera Claude Czechowski. Na facturação global essa área de negócio representa 28%.  Em Portugal, são clientes da companhia o BPI, o Millenium, a CGD, a Fidelidade, a Mundial entre outros. “Hoje há muitas fusões  na banca e são necessários sempre planos de fusão para as TI. As plataformas tecnológicas acabam por ser a base para a internacionalização e o desenvolvimento de novos produtos e soluções, por exemplo nos seguros de vida”, explica o executivo. O mesmo considera que a plataforma tecnológica disponibilizada pela empresa permite hoje lançar produtos em duas semanas.


 



Outra “alavanca” importante para o negócio da empresa será o negócio gerado à volta das soluções baseadas em tecnologia SAP. A aposta engloba uma estratégia virada para as soluções verticais e “muito fortes”. De acordo com o responsável, a CSC deverá desenvolver um enfoque especial nos sectores do turismo e dos transportes. No sector da administração pública, a empresa pretende dedicar-se mais à area dos serviços públicos electrónicos, o que a empresa denomina e-services. Beneficiando da experiência acumulada em projectos de saúde pública, como o dos serviços britânicos de e-Health, a CSC pretende promover a sua oferta nesta área: mais especificamente, em soluções de gestão documental, gestão clínica e de laboratórios. Outra das principais áreas de desenvolvimento de negócio será o das infra-estruturas, aproveitando o ciclo de modernização.


 



Numa perspectiva mais transversal, a equipa de comerciais da empresa deverá  ter como objectivo captar sobretudo os negócios de “bom tamanho”, segundo o responsável. Este refere-se aos projectos com orçamentos entre os 100 e os 200 mil euros. Para já há dois novos projectos a serem trabalhados no sector das finanças e noutro sector que o responsável não quis revelar.
Como principais concorrentes, o novo presidente aponta a IBM, a Accenture, a Cap Gemini. “Pensamos que em Portugal tanto na administração pública como no privado a utilização de TI será chave para a competitividade da economia. O investimento nos serviços de TI vão estar no topo da agenda. E é por isso que estamos a desenvolver um enfoque nessa área”- conclui Claude Czechowski, numa última clarificação do posicionamento da empresa no mercado português.


 


35% do negócio liga-se à tecnologia SAP



Hoje perto de 35% do negócio da CSC em Portugal é realizado na prestação de serviços baseados em tecnologia SAP. Desse valor, os serviços financeiros representam perto de 40% enquanto a indústria representa o resto. Inclui clientes como a Bayer, a Philip Morris , Singer, empresas de electricidade e gás, entre outros.

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