O sector da segurança electrónica cresceu em Portugal acima da economia em 2006 e a inovação tecnológica foi um importante motor desse crescimento.
O sector da segurança electrónica registou um crescimento na ordem dos 6% entre 2005 e 2006. Esta foi uma das conclusões do estudo ao sector da segurança em Portugal levado a cabo pela Premivalor. Para a sua realização foram inquiridas 45 empresas do sector, responsáveis pelo fabrico e distribuição de sistemas de detecção de incêndios, detecção de gases, sistemas anti-intrusão, anti-furto, sistemas de controlo de acessos, detecção de intrusão, sistemas de vídeo vigilância e sistemas de evacuação.
A recuperação económica e a evolução tecnológica foram os factores que mais contribuíram para este aumento. Um outro importante motor de desenvolvimento foi o aumento da sensibilidade das pessoas/organizações para as questões relativas à segurança, sendo que foi indicado por cerca de 64% dos inquiridos como o principal factor potenciador do sector. A integração dos equipamentos de segurança electrónica foi indicada por cerca de 58% dos inquiridos.
Existe um clima de optimismo face ao futuro das empresas de segurança electrónica, já que 32% das empresas inquiridas considera que irá ter um crescimento das vendas superior a 15% em 2007. Cerca de 91% das empresas inquiridas considera que se vai registar um crescimento do sector durante 2007, no entanto 89% dos inquiridos considera que as margens do negócio vão diminuir.
Verificou-se um importante aumento no número de instalações via IP, já que cerca de 28% das instalações realizadas em 2006 foram feitas por tecnologia via IP.
No que diz respeito ao core business das empresas, o estudo atesta que cerca de 51% das empresas considera que os sistemas de CCTV são o seu core business, seguido de cerca de 17% cujo core business são os sistemas de intrusão. 14% das empresas disse que o seu negócio principal é a integração de equipamentos. Os sistemas de CCTV são os equipamentos que, na visão das empresas, têm maior capacidade de potenciar crescimento. Deve-se também aos sistemas CCTV cerca de 32,5% do total de 83 milhões de euros de volume de negócio do sector. Cerca de 18.7% ficou a dever-se aos sistemas de detecção de incêndios e 16.5% aos de detecção de intrusão.
Os principais clientes das empresas de segurança, ou seja os que têm maior potencial para a colocação de equipamentos de segurança, indicados pelas empresas que responderam são edifícios comerciais (57%) e o sector bancário (49%). O estudo permitiu ainda verificar uma clara tendência para movimentos de fusão e aquisições no sector da segurança, pois 36% consideram a hipótese de realização de parcerias com empresas internacionais e 33% mostra interesse em adquirir empresas no sector.










