A Intel pretende pôr fim a mil postos de trabalho quando interromper, em Agosto, a produção de chips de memória, na fábrica instalada no Novo México.
Segundo comunicado, a empresa tem perdido dinheiro ao longo dos anos, na produção de memória flash, a qual é usada para armazenar dados em portáteis electrónicos, como telemóveis e câmaras digitais, além se ser usada para melhorar a eficiência dos discos rígidos de PC.
Esta área de produção da Intel perdeu cerca de 208 milhões de euros, relativamente a uma receita de 345 milhões de euros, no primeiro trimestre deste ano, em comparação com uma perda de 91 milhões de euros, sobre uma receita de 400 milhões, no ano anterior.
Segundo Chuck Mulloy, porta-voz da Intel, a companhia está a trabalhar para tornar rentável o negócio de memória flash. Assim, será reduzida a produção dos produtos de 135 nanómetros. Os custos serão mantidos sob controlo, pois não existe procura suficiente para suportar essa produção.
A Intel afirmou que pretende continuar a vender os mesmos chips produzidos em outras fábricas, notando um aumento na procura dos chips feitos com menos componentes, como os de 90 e 65 nanómetros.
Na fábrica ao lado da que será fechada, a situação é exactamente a oposta. Em Fevereiro, a Intel anunciou que irá gastar cerca de 400 mil milhões de euros para que a unidade, chamada de 11x, inicie a produção de chips de 45 nanómetros. O início da produção está previsto para a segunda metade de 2008.
A redução de 10 mil empregos em 2006 não está relacionada directamente com a reorganização da companhia. Mas tem a ver com os objectivos da administração da empresa em controlar os custos, segundo Chuck Mulloy.










