A ParaRede anunciou os seus resultados para o exercício fiscal de 2006, durante o qual facturou perto de 52 milhões de euros. O número evidencia uma queda de cerca de 5%, face ao volume de negócios obtido em 2005: 54 milhões de euros. Para 2007, a empresa pretende crescer 5 a 7% e alterou o seu modelo organizacional.
A facturação de 2006 resultou em receitas operacionais brutas de 1, 8 milhões de euros, enquanto as líquidas atingiram os 311 mil euros. Em 2005, a empresa tinha registado resultados líquidos negativos de 13, 9 milhões de euros.
A venda de produtos foi responsável pela entrada de 25 milhões de euros na empresa, uma área que caiu perto de 16% durante o ano passado. Em sentido contrário, o negócio relativo aos serviços cresceu 8% para os 26,9 milhões de euros.
Num prazo de três anos, a empresa pretende estar a facturar perto de 100 milhões de euros, com um margem de EBIDA de 8 a 10%. Mas já para 2007, a empresa espera crescer organicamente entre 5% a 6%, baseada na conquista de quota de mercado. A estrutura de recursos humanos também deverá crescer “significativamente” segundo as previsões da empresa.
Outra operação da ParaRede a concretizar em 2007 será a aquisição da Sol-S e Solsuni.
Uma das mais importantes alterações a realizar durante o ano de 2007 será no modelo operacional. Este passa a estar organizado em seis áreas: o suporte a tecnologia de múltiplos fabricantes, os projectos de pagamentos de electrónicos, o negócio em arquitecturas e desenvolvimento, a integração de infra-estruturas e a consultoria em TI. Na primeira, a companhia pretende aumentar a autonomia do negócio, assim como as suas receitas: perspectivando um aumento de 12 milhões para 15 milhões de euros. Um dos objectos é incrementar a capilaridade da rede de suporte, para sustentar um maior número de POS em manutenção. No campo dos pagamentos electrónicos os negócio deve basear-se nos novos terminais de pagamento SEDNA EM V2, além de outras novidades. A intenção da empresa reforçar a posição da empresa em Angola e Portugal. Área é assumida como o motor da internacionalização da empresa.
No desenvolvimento a estratégia da empresa passará pelo desenvolvimento à medida sobre metodologias competitivas. Passará também pela aposta em tecnologia de web services e SOA, além de uma forte investimento na certificação de competências. O desenvolvimento de produtos próprios estará na agenda para 2007.
O enfoque na área mantém-se com reforço do alinhamento com parceiros e o investimento no desenvolvimento de competências de integração.
Durante 2007, haverá uma autonomização da área de outsourcing que conta com 90 empregados, número que deverá crescer 50%. A aposta principal será na especialização.
A consultoria em TI terá um novo portefólio – cobrindo aconselhamento, governação, operações de TI. Será outra área a autonomizar-se, ganhando também maior abrangência, segundo os objectivos da ParaRede.










