A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento
das Comunicações APDC, apresentou hoje o 16º Congresso das Comunicações, que será presidido por Diogo Vasconcelos. O evento deverá realizar-se ao longo dos dias 14,15 e 16 de Novembro de 2006, no Centro de Congressos de Lisboa, sob o signo da . “No Futuro Tudo Será Novo” é o conceito de base do evento
A organização decidiu reformular o modelo de Congresso, apresentando este um novo formato. Existirão este ano apenas duas sessões plenárias diariamente, de enquadramento do tema central, seguidas por várias sessões simultâneas. Nestas últimas, será privilegiado o debate de temas mais específicos decorrentes do tema central.
“É uma oportunidade de trazer Mundo a Portugal” é com este espírito que Diogo Vasconcelos, aborda o próximo Congresso das Comunicações. Nesta óptica, o consultor da Presidência da República para a Sociedade da Informação revelou que uma das intervenções principais do evento estará a cargo do CEO e presidente da Eriksson, Carl-Henric Svanberg O fabricante é o patrocinador do Congresso.
O programa quase definitivo, será apresentado só em Setembro. Contudo o ex-gestor da UMIC, avançou as principais temáticas que deverão ser abordadas. Vasconcelos admite que a OPA da Sonae sobre a PT estará sempre “em pano de fundo”, no congresso. Mas quer ir mais além. Assim, o responsável lembra a importância que o negócio dos motores de busca tem ganho e vão ganhar – em 2010, prevê-se que o valor da publicidade atinjam os 22 mil milhões de dólares, na referida plataforma, seguno o responsável. E recorda os esforços desenvolvidos para aproveitar a superioridade europeia nas redes móveis e conjugá-la com o potencial dos motores de busca.
O presidente avançou também com as novas tendências de “desintermediação da informação”, como outro dos temas de debate. Refere-se à cada vez maior participação dos cibernautas na produção dos conteúdos acessíveis na Internet, sem que sejam editados por outras entidades, que não os próprios produtores.
Num âmbito mais regulamentar, o responsável referiu a importância da revisão do quadro relatório sobre o universo das comunicações na Europa a ser efectuada pela Comissão Europeia. Na perspectiva torna-se importante discutir as condições e outros aspectos da formação dos mercados internos de telecomunicações, como o modelo a ser aplicado – tendo em conta a escala do mercado europeu, por exemplo.
Outra ideia que segundo o responsável começa a ganhar cada vez maior importância é a perda de neutralidade das redes. De acordo com Vasconcelos, a conflitualidade de interesses pode agudizar-se, à medida que os operadores invistam em redes de nova geração, e não estejam dispostos a abrir a sua rede a todos intervenientes do mercado. Na óptica do mesmo, esse aspecto poderá causar alterações importantes tanto na cadeia de valor como na arquitectura do mercado.
As parcerias público-privadas para a disponibilização de acesso livre e baseado em tecnologias sem fios é outro dos temas que o presidente pretende levar a discussão. As aplicações de tecnologia RFID também deverão merecer reflexão. Não só da perspectiva do posicionamento das empresas portuguesas produtoras das mesmas, como também do ponto de vista das regulamentações europeias – ao nível da interoperacionalidade, segurança, ordenamento do espectro. Diogo Vasconcelos lembrou que a Comissão Europeia prepara uma comunicação sobre estes aspectos, no final do ano.
A emergência da televisão digital terrestre acabará por igualmente entrar na agenda do congresso.
Como membro da direcção da APDC, Almeida Mota, chamou a atenção para o facto de o Congresso ser um momento importante para a “agitar as consciências”, sobre o espaço europeu das comunicações. O executivo tem já em perspectiva a presidência portuguesa da União Europeia, e as iniciativas e duas importantes reuniões ministeriais, centradas no tema da “Inclusão digital” e do “eGovernment”, respectivamente.










