Microsoft cria conselho de interoperacionalidade

10 de Julho de 2006 às 15:07:03 por João Nóbrega

A Microsoft, criticada por isolar tecnicamente os seus produtos para pressionar os seus concorrentes, anunciou a formação de um novo grupo de empresas associadas. Nele vão integrar os executivos da Microsoft e profissionais de TI exteriores para discutir questões sobre a interoperacionalidade.

O Conselho Executivo de Interoperacionalidade da empresa vai reunir-se duas vezes por ano na sua sede em Redmond, Washington. Será liderado por Bob Muglia, vice-presidente senior da divisão de servidores e ferramentas de negócio da Microsoft.


 


Até ao momento, fazem parte do conselho: o chefe de informação e o chefe de tecnologia do banco francês Société Générale Group; a LexisNexis; o Department Stores da Kohl; o ministro das finanças da Dinamarca; a Generalitat de Catalunya; o Centro Nacional de Inteligência espanhol e os estados norte-americanos de Wisconsin e Delaware.


 



Este anúncio surgiu no momento em que a Microsoft recorre à decisão de anti-monopolista de 2004 da Comissão Europeia, que multou o gigante de software por 497 milhões de euros. A decisão jurídica incidiu na interoperacionalidade, forçando a Microsoft a revelar o código fonte dos protocolos de comunicação de servidores aos concorrentes do mercado. Esta divulgação pretende permitir a interacção do software de servidor concorrente com o Windows OS e outros produtos da Microsoft.


 



A Comissão Europeia tem criticado a Microsoft por não fornecer informação utilizável, ameaçando multar a empresa com dois milhões de euros por dia. A Microsoft declarou que a sua documentação é suficiente. As exigências da Comissão para obter mais documentação poderá comprometer a propriedade intelectual, segundo a empresa.


 


O conselho de interoperacionalidade vai trabalhar com as equipas de produto da Microsoft. Tem como objectivo a discussão de questões como a conectividade, integração de aplicações e troca de dados. O fabricante afirmou ainda que as empresas têm consciência que se tiverem sistemas de software compatíveis, poderão reduzir custos e melhorar o acesso à informação. A Microsoft revelou que também vai trabalhar com os seus concorrentes na área da interoperacionalidade de tecnologias.

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