O ministro Mariano Gago pediu a antecipação da meta dos 25% de portugueses a efectuar compras online para 2007 e a ACEP mostrou-se disponível para criar mecanismos de Auto-Regulação do Comércio Electrónico, entre outras iniciativas.
A vital importância para do comércio electrónico para o desenvolvimento da Sociedade da Informação foi a ideia central unificador do jantar debate promovido pela ACEP – Associação do Comércio Electrónico em Portugal, em parceria com a UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, no âmbito da 3ª Semana do Comércio Electrónico que decorreu a semana passada, que contou com a presença de mais de 100 pessoas Alexandre Nilo da Fonseca, Presidente da ACEP, deu início a este jantar-debate frisando a intenção da ACEP continuar a desenvolver conhecimento de valor acrescentado sobre as várias áreas que estão associadas ao Comércio Electrónico, assim como competências e capacidade de prestação de serviços que permitam constituir a Associação como um centro promotor, por excelência, do Comércio Electrónico.
O mesmo responsável adiantou que “a ACEP pretende ainda contribuir para a constituição de uma comunidade nacional de entidades, especialistas e consumidores, interessados no Comércio Electrónico”.
Disponibilidades
O Presidente da ACEP mostrou-se disponível para a criação de mecanismos de auto-regulação, ao apoio à info-inclusão e ao apoio ao Plano Tecnológico, reafirmando que: “a ACEP está preparada para criar mecanismos de auto-regulação do comércio electrónico, bem como um Programa para tornar o Comércio Electrónico acessível aos cidadãos com necessidades especiais, apostando na info-inclusão.
No que respeita ao apoio ao Plano Tecnológico, a ACEP anunciou, entre outras iniciativas previstas, a criação de um Directório Nacional das Lojas Electrónicas, que o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, presente no evento, referiu com ferramenta imprescindível ao desenvolvimento do Comércio Electrónico, bem como a elaboração de um Barómetro Trimestral e a realização de um estudo anual do sector.
Por seu lado, Mariano Gago salientou que “o Comércio Electrónico não necessita de uma acção directa do Estado”, e que “o seu desenvolvimento está mais condicionado por factores que decorrem da própria natureza da actividade económica e da vontade dos seus actores, que têm que perceber as vantagens que este pode trazer à sua actividade”.
Por outro lado, salientou o Comércio Electrónico pode ser muito ajudado pelo desenvolvimento das telecomunicações. “O mais importante para o desenvolvimento das compras na Internet, será adaptar as melhores práticas às necessidades e às características do mercado português”, afirmou.
Na opinião do ministro, também “as preocupações com a segurança, que tanto animavam os debates sobre o Comércio Electrónico há anos atrás, deixaram de fazer sentido.
Actualmente são outras questões que se colocam ao desenvolvimento do sector, como seja conhecer quem quer comprar e encontrar quem queira vender, uma vez que os consumidores portugueses estão habituados às melhores práticas internacionais e as empresas portuguesas terão que ser inteligentes e competentes para poderem estar em pé de igualdade, no mesmo écran, com as mais importantes empresas internacionais”, referiu Mariano Gago realçou também a importância da criação de uma política de formação de especialistas em Comércio Electrónico abarcando todas as áreas a que a ele possam estar ligadas, tais como a engenharia, a gestão e o turismo, a par da urgência de uma utilização multilingue nos sites de Comércio Electrónico portugueses.
Mariano Gago antecipa presidência europeia
Durante a sua intervenção, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior lançou alguns desafios que gostava que tivessem resposta até 2007, data da Presidência Portuguesa da União Europeia. Para o Professor Mariano Gago seria importante que, em 2007, o Comércio Electrónico, seja já uma realidade em Portugal e que 25% dos portugueses estejam já, até essa altura, a efectuar compras regularmente pela Internet.
Outro objectivo imediato passa pela aposta na utilização das várias tecnologias em que assenta o Comércio Electrónico e no reforço das funcionalidades dos terminais Multibanco, dando aos consumidores mais opções de compra de bens e serviços por esta via.
Quanto ao papel do Estado no desenvolvimento do Comércio Electrónico, tanto o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, como os vários intervenientes no debate, consideraram que este deve assumir um papel impulsionador, apostando fortemente nas compras electrónicas para que as empresas que com ele interagem tenham que se adaptar a esta realidade, tornando-a também sua.
Mariano Gago concluiu a sua intervenção referindo que: “o trabalho fundamental em matéria de Comércio Electrónico tem que ser feito a nível associativo, já que é um trabalho genuinamente das empresas e no qual o Estado apenas deve intervir como comprador e Regulador”.










