Onde estamos agora?

13 de Julho de 2005 às 14:47:50 por João Nóbrega

Existem apenas duas formas de viajar. Pode seleccionar-se um destino e fazer planos de viagem para lá chegar. Ou pode-se focar na viagem em si e chegar lá sem qualquer plano delineado.

Quando se trata da migração da infra-estrutura actual para a da próxima geração, o novo Data Center, os executivos de TI concordam que o primeiro método é o mais indicado.


O novo Data Center afastou-se da ideia conceptual de cerca de um ano para uma infra-estrutura de produção em que early adopters testam e implementam.


 


À medida que o novo Data Center evolui todos concordam que um plano a longo prazo deverá basear-se em duas ideias. Primeiro, o novo Data Center depende de um novo modelo de negócio – a denominada extended enterprise –, que é em si mesma a estrutura básica para outro modelo de negócio emergente, o ecossistema global.


 


Segundo, a base da infra-estrutura de TI para a “extended enterprise” (e eventualmente o ecossistema global) passará também por um processo de gestão da mudança a todos os níveis.


 


O objectivo do CIO ou do gestor com responsabilidade de decisões sobre as TI quando constrói e suporta o modelo de negócio da “extended enterprise” é criar um ambiente que ofereça igualmente segurança, confiança e sistemas de TI produtivos para todos os utilizadores, sejam empregados, clientes, ou fornecedores.


 


Neste contexto, os fabricantes e os analistas têm vindo a evangelizar o mercado, apresentando as suas visões e terminologias para esta infra-estrutura adaptável (HP), grid-like (Oracle), on-demand (IBM) ou dinâmica (IDC).


 


Todas as visões têm componentes importantes que são comuns. Por exemplo,  vêem a infra-estrutura como um sistema de componentes, automatizada e com serviços manejáveis interligados, utilizando as melhores práticas.


 


Isto conduz a uma melhor compreensão da visão tradicional da infra-estrutura como uma mistura de cabos, caixas e software. No ponto de vista tradicional, a tecnologia é vista como a base da arquitectura.


 


Mas como a tecnologia evolui tão rapidamente que nem mesmo as grandes empresas conseguem examiná-la e acompanhá-la, testá-la e desenvolvê-la, tal ponto de vista tornou-se problemático.


 


 


Um novo modelo


 


Ao criarem as suas “extended enterprise” dentro do ecossistema global, os executivos de TI estão também a aprender que é a indústria ou sector de actividade onde actuam que irá ditar a maior parte das necessidades da sua arquitectura.


 


“Muito do que acontece no on-demand apenas surge no contexto da indústria de TI, criado e inspirado pelo indústria”, diz John Lutz, global vice president for on-demand da IBM. Para este fim, fabricantes como a IBM, HP e Oracle desenvolveram mapas detalhados da arquitectura para os maiores sectores de actividade.


 


Estes mapas são um início excelente para um planeamento a longo prazo, dizem os utilizadores. Muitas empresas do sector das utilities e da electrónica, estão já a deslocar as suas arquitecturas para o modelo do novo data center e podem servir como exemplos para outros sectores.


 


Segundo Frank Gens, vice presidente da IDC, isto são já indicadores chave de como um sector de actividade integra e compreende a importância e alcance de novas tecnologias como a virtualização, XML, Web Services e Service Oriented Architectures.


 


Outros factores incluem a volatilidade do mercado ou o nível da utilização da informação pelas organizações.


 


Enquanto uma empresa ou uma determinada indústria pode ditar as regras do jogo no que respeita a uma qualquer tecnologia ou arquitectura, no caso do novo Data Center estão a emergir diferentes opções e visões.


 


Por exemplo, a infra-estrutura está a tornar-se numa prestadora de serviços às diferentes áreas funcionais de uma organização, que podem ser fornecidos a partir do interior da empresa, por outsourcing, ou pelos dois.


 


 


As camadas do novo Data Center


 


Este modelo  genérico inclui cinco camadas, mais dois elementos transversais:


 


O cliente. Como sempre, o cliente inclui computadores e dispositivos de voz, e artigos de combinações de voz/dados. Mas um diferente tipo de clientes emerge no novo Data Center: aquele que irá acabar por gerar a maior parte do tráfico. Isto será um dispositivo automatizado máquina-para-máquina, que inclui chips de RFID (aplicações, automóveis).


 


Com uma média mais elevada de clientes, a infra-estrutura irá dar origem a um salto quântico de dados. Esta é uma das razões que demonstra a necessidade desta mudança a longo prazo para o novo Data Center.


 


Serviços de acesso aos dados da rede. Incluem LAN e outras redes empresariais privadas, serviços WAN, redes de acesso público como a Internet e eventualmente, redes de negócio públicas, como as infranet.


 


Serviços de gestão de identidade federada. Esta camada fornece a espinha dorsal da segurança. Através de um serviço centralizado, os utilizadores e as máquinas adquirem o acesso a serviços específicos de negócio.


 


A disponibilização de tarefas automatizadas irão desempenhar um grande papel, ao garantir um acesso rápido baseado na função de trabalho ou tipo de máquina.


 


Gestão do processo de negócio. Esta é a questão fulcral da infra-estrutura, composta por três partes: gestão, análises e processos de negócio.


 


Segundo os especialistas, os executivos de TI conseguirão fazer a distinção entre processos de negócio oferecidos como serviços e processos que garantam a disponibilidade dos serviços.


 


Esta distinção vai permitir aos profissionais da área compreender os custos envolvidos no fornecimento de serviços de negócio específicos. Com isso eles vão conseguir fazer a análise do ROI ou construir uma estrutura computacional adaptável e útil com redução de despesas.


 


A análise também deve ser considerada um elemento. Estes são sistemas de TI que ajudam os parceiros de negócio a documentar o desempenho e a prever as necessidades futuras.


 


Serviços de infra-estrutura virtuais. Esta é a base de acesso aos dados na qual todas as outras coisas se incluem e é a camada que mais empresas estão actualmente a explorar ou a implementar. Servidores e storage passam a ser geridos como uma simples fonte de recursos.


 


Ao longo do tempo o Grid Computing irá ser adicionado a muitas infra-estruturas de empresas e irão impulsionar a energia do CPU para tarefas computacionais intensivas.


 


De facto, o conceito de virtualização tem sido aplicado por todo o modelo, tornando a capacidade de rede disponível em on-demand, e potencializando aplicações empresariais salesforce automation ou enterprise resource management.


 


Duas formas de arquitectura irão suportar todas as camadas: práticas e procedimentos industriais standard, como a Infrastructure Library (ITIL), e a gestão de segurança e sistemas para monitorizar as funções QoS.


 

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