AFCEA quer ajudar empresas TIC a ganhar contratos para a NATO

12 de Julho de 2005 às 16:33:00 por João Nóbrega

A associação pretende criar condições para que as empresas de TIC que actuam no mercado português possam cada vez mais estar em condições de estar presentes nos concursos internacionais da área de defesa e segurança.

As empresas de tecnologias de informação e comunicação que actuam no mercado nacional vão ter a oportunidade de ficaram a conhecer os melhores procedimentos para poderem concorrer e ganhar projectos no âmbito da NATO.


 


Com efeito, a AFCEA Portugal (Associação para as Comunicações, Electrónica e Sistemas de Informação para Profissionais) vai realizar em Lisboa, nos dias 4 e 5 de Maio de 2005, o curso “Doing Business with NATO – Understanding the System”.


 


Este Curso faz parte dos vários que, originários da AFCEA Internacional, são propostos na Europa pelo AFCEA Professional Development Europe.


 


“O curso destina-se a gestores e responsáveis de relações de negócios internacionais, de empresas interessadas em desenvolverem o seu volume de negócios com as estruturas da NATO”, explicou Paulo Amaral, vice-presidente da Direcção da AFCEA, que iniciou funções em Setembro último.


 


Numa segunda fase, a AFCEA, uma organização que “está no meio da indústria de defesa e a sociedade civil”, pretende ajudar também na certificação de empresas e na formulação do cadernos de encargos para concorrer a estas instâncias”, acrescentou.


 


Mas esta é apenas uma das iniciativas que a nova direcção da AFCEA, presidida por Carlos Rodolfo, pretende desenvolver até ao final do mandado, em 2007.


 


No seu 1º Encontro  Técnico Profissional de 2005, que se realizou no passado dia 7 de Abril nas suas  novas instalações no edifício da AIP, Carlos Rodolfo apresentou ainda o plano de actividade, destacando iniciativas para a dinamização dos jovens, tencionando criar um prémio fim de curso nas Academias. “Trabalhamos para as empresas e com as empresas”, afirmou o presidente da AFCEA.


 


E acrescentou: “A Direcção está a trabalhar para tornar mais eficaz a intervenção da AFCEA na sociedade, ajudando a abrir mais perspectivas de negócios às empresas nossas Associadas.


 


Procuraremos também facilitar aos nossos organismos militares, o acesso ao enorme potencial da estrutura internacional da AFCEA”. No referido encontro, um responsável da Direcção Geral de Armamento e Equipamento de Defesa explicou ainda os passos que as empresas têm que dar e os requisitos que têm de cumprir para poderem aproveitar as oportunides de negócio com a NAMSA, a Agência da Nata para a Manutenção e Abastecimento.


 


Além dos associados, empresas e organismos das Forças Armadas, estiveram presentes neste evento a Autoridade Nacional de Segurança e dois representantes  do Ministério da Defesa.


 


 


TechNet Europe em Lisboa


 


Relativamente às actividades para 2005, salientou a realização dum importante evento internacional, o TechNet Europe 2005 que lugar em Lisboa, a 20 e 21 de Outubro, e que será dedicado ao tema E.COMbat.


 


“Para além de juntar mais uma vez, todos os que habitualmente participam connosco, é uma oportunidade para envolver mais novas entidades e empresas que desenvolvem actividades no âmbito da defesa, nas áreas de comunicações, electrónica e informações.


 


A nossa participação no TechNet é muito mais que uma simples ajuda, é o reconhecimento internacional da  nossa acção e capacidade”, salientou.


 


O objectivo do TechNet Europe 2005 é a discussão e análise da utilização de tecnologias comercialmente disponíveis para ajudar o combatente, desde o seu treino, até à própria linha da frente, através do recurso a serviços quer de apoio, quer de segurança.


 


O evento terá quatro sessões:



  • Sessão 1 – Treino e Simulação: os produtos comerciais podem ser uma solução?;

  • Sessão 2 – Apoio à Defesa: que lições se podem aprender com a indústria da distribuição? Que novas tecnologias podem ajudar à melhoria dos serviços de logística?;

  • Sessão 3 – Segurança Comercial: é adequada para a defesa nacional?; e Sessão 4 – Standards Comerciais: será que protegem o combatente?

 

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