Eu gosto de dissociar as fases do open source, e de lembrar às pessoas que não são exactamente a mesma coisa. Daqui a três ou quatro anos o open source será uma prática comum.
Por exemplo a Microsoft já está a utilizá-lo, assim como a CA ou a IBM. Tem a ver com a maneira como usamos o software.
Nós não queremos fazer mudanças monolíticas, porque dessa forma quando queremos mudar alguma coisa todas as pessoas têm de concordar com essa mudança e isso só faz com que o processo se arraste.
O open source faz sentido se trouxer também maior rapidez e flexibilidade. É que as pessoas que produzem o software acabam por cobrar a sua manutenção, e isso torna-se mais viável no circuito do modelo comercial.
Quando olhamos para os sistemas operativos, as pessoas perguntam: para que é que eu preciso de sistemas operativos complexos? E a verdade é que realmente não são necessários.
O objectivo é ter sistemas operativos fáceis de usar e de compreender. Alguns sistemas operativos têm muitas ferramentas, mas sem funções necessárias ou imprescindíveis.
O lema habitual dos sistemas operativos é fornecer tudo para as pessoas poderem escolher o que querem utilizar. Com o open source o objectivo é fornecer às pessoas apenas aquilo que realmente necessitam, e fazer com que não se preocupem com o que não vão usar.
Daqui a cinco anos, por exemplo: tive conhecimento de que o Departamento de Defesa dos EUA está a investir num projecto chamado “Systems of systems”. Tem a ver com 16 projectos, e o exemplo que posso dar é este: se precisar de viajar para Bruxelas nos próximos dois dias, vou ter de trabalhar com o sistema dos meus colegas em Bruxelas.
Tudo isso pode ser trabalhado e organizado em conjunto, mas o problema é que os sistemas individuais são diferentes e não sabem como interagir uns com os outros, por isso torna-se impossível gerir todo o processo.
Cada elemento pode ser gerido, mas não o processo todo. O “Systems of systems” é a forma como eles entendem que devem manusear o processo, composto por vários sistemas, que não podem deixar de existir.
O essencial é que quando se selecciona um serviço, selecciona-se um perfil de gestão para esse serviço. Por isso a pessoa que seleccionar um serviço, acaba por poder gerir o processo completo.
O Departamento de Defesa é a maior máquina de dinheiro para pesquisa e desenvolvimento, do Mundo. É lá que a maior das empresas americanas de TI vão buscar financiamentos para o que estão a desenvolver.
Todas as empresas americanas que conheço estão envolvidas de certa forma com o projecto “System of systems”.










