HP lança Automation Software Manager para facilitar a adopção do “Adaptive Enterprise”

8 de Abril de 2005 às 15:33:49 por João Nóbrega

O Automation Software Manager é a nova peça proposta pelo fabricante, que procura oferecer uma adesão mais gradual à sua visão de “empresa adaptativa”.

A HP lançou em Madrid mais uma peça para a implementação da empresa adaptativa, ou “adaptative entreprise”. Trata-se do Automation Software Manager, que entra já no campo dos processos de negócios.


 


Segundo a HP, é uma peça do portfólio Openview, mais agnóstica em relação aos sistemas operativos. E uma das suas características mais promovidas é a de proporcionar automação entre os recursos de TI e as necessidades de negócio, baseada em modelos de configurações.


 


Em 2003, a vice-presidente da HP Nora Denzel, prometeu para meados de 2004 uma solução de Utility Data Center (UDC) para o segmento das PME. O conceito de UDC envolve a virtualização completa do centro de dados.


 


Ora durante 2004, o fabricante tem vindo a tentar facilitar a adopção deste conceito para os centros de dados. Mas em vez de optar por uma solução monolítica, a UDC foi reorganizada em várias partes.


 


Estas podem ser mais facilmente adoptadas pelos departamentos de TI nas empresas, e de forma gradual como muitos desejavam. À partida, a adopção da ideia de UDC e de “adaptative enterprise” estará mais facilitada para as empresas médias.


 


Em certa medida, o Automation Software Manager vem substituir a UDC.


 


Na arquitectura proposta  pela HP ficará um nível mais acima das peças de software provenientes da divisão do UDC – como as que foram integradas no Virtual Server Environment. Mais do que isso, estará ligada a elas para gerir a automação.


 


 


Componentes do AM


 


O Automation Manager inclui tecnologias que a HP adquiriu com a compra de empresas como a Novadigm e a Consera, e integrou com tecnologias de correlação de eventos desenvolvidas na HP Labs.


 


Assim as três componentes do sistema são um motor de Business Intelligence (HP), um motor de workflow (Consera) e sistema de gestão de “modelos de estados desejados”.


 


O que são estes “estados”? São  modelos dinâmicos de como os processos de TI devem correr na eventualidade de ser necessária uma diferente utilização da plataforma de TI, devido a alterações no processo de negócio.


 


Se uma empresa precisar de acrescentar 500 utilizadores de e-mail, o sistema ajudaria a modelar o processo necessário, e automatizava a configuração dos sistemas segundo a duração projectada do processo e o nível de desempenho pretendido.


 


Segundo a HP, quando as exigências do negócio mudam, a nova peça de software optimiza automaticamente a configuração de serviços e aplicações de modo a serem atingidos níveis predeterminados de serviço.


 


As equipas de TI terão a capacidade de aplicar boas práticas e políticas, definindo decisões para que os sistemas sejam automaticamente configurados e os recursos sejam alocados conforme as necessidades (de aplicações críticas de negócio).


 


O motor de automação de modelos também monitoriza – através de análise de padrões – os modelos definidos e se estes não corresponderem aos níveis de serviço pretendidos, ele configura-os para conseguirem responder, promete a HP.


 


Isto deverá ajudar a plataforma de TI a servir as necessidades de negócio da empresa, de acordo com “gatilhos” pré-definidos. No fundo, o Automation Manager será um módulo de automação.


 


Alguns analistas não arriscam dizer que o produto da HP é melhor do que as propostas da IBM e da CA. Mas o fabricante do Automation Manager apresenta sobretudo dois elementos diferenciadores: proporciona uma arquitectura de Ti mais aberta, e a solução é mais flexível e robusta.


 


Porquê? A HP diz que é devido ao produto basear-se nos tais modelos dinâmicos e não em “scripts”, abordagem mais sujeita a erros humanos.
Por outro lado, há analistas que consideram menos confusa a estratégia proposta pela HP para adopção do seu software.


 


E lembram que o conceito de UDC estava excessivamente caro e era demasiado complexo. A nova “peça Openview” estará disponível em Janeiro próximo.


 


 


Cisco vai revender produtos Openview


 


Entre outras novidades reveladas, a HP estabeleceu uma parceria de revenda dos seus produtos Openview, com a Cisco. Já no primeiro trimestre de 2005, o fabricante de equipamento de rede terá no seu portfólio, software dê gestão de rede da HP.


 


No conjunto de produtos está incluído: Network Node Manager (edição avançada e de iniciado), o Smart Plug-in para Multicast IP, o Route Analytics Management System (RAMS), o Performance Insight Report Pack para telefonia IP da Cisco, o Performance Insight Report Pack para o Network Node Manager, e o TeMIP Light.


 

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